O improviso e a lentidão das autoridades vêm marcando o combate às manchas de poluição e óleos deixadas no Nordeste do país nos últimos dias (…)

Saiba os 3 possíveis motivos para as manchas de óleo no Nordeste!

Texto original de Exame e JC Online, de 21/10

O improviso e a lentidão das autoridades vêm marcando o combate às manchas de poluição e óleos deixadas no Nordeste do país nos últimos dias. Segundo o Ministério Público, 2.100 quilômetros de litoral de nove estados já foram atingidos pelo óleo. Já a Marinha, informa que foram recolhidas 525 toneladas de óleo desde setembro. A instituição classificou o episódio como “inédito” e voltou a afirmar que o óleo, que navega por baixo da superfície de tão pesado, não foi extraído no Brasil.

Na sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro, assim como nas queimadas da Amazônia, apontou o dedo para ameaças externas. Disse que o vazamento de óleo pode ser um crime premeditado para prejudicar o leilão da cessão onerosa do pré-sal, previsto para novembro. Por sua vez, o  leilão é fundamental para o crescimento econômico do país, sendo uma resposta e uma prevenção mais adequadas a tragédias ambientais, também.

Vazamento a 600 km da costa brasileira

Um estudo feito por pesquisadores da UFRJ apontou que o vazamento pode ter ocorrido em uma região entre 600 a 700 km da costa, na altura de Alagoas e Sergipe, no dia 14 de junho. A pesquisa não chega a indicar um ponto específico de onde o vazamento aconteceu, porém, para os pesquisadores do COPPE, é provável que  uma operação de troca de óleo mal sucedida em alto mar – conhecida como ship to ship –, tenha sido o agravante.

Origem da Venezuela

Uma fonte do governo federal disse ao jornal O Estado de São Paulo que a substância encontrada é o mesmo tipo de óleo extraído na Venezuela. A teoria também foi levantada porque investigações sigilosas da Marinha Nacional e da Petrobras localizaram o óleo com a mesma “assinatura” da substância do país vizinho. Como anteriormente, a visão do presidente é de que o vazamento foi criminoso.

Navios fantasmas

A terceira teoria é a de que  o derramamento do óleo foi provocado por embarcações que navegam de forma clandestina. Esses navios desligam o transponder, aparelhos obrigatórios que registram a localização das navegações em tempo real, fazendo com que o possível derramamento não tenha deixado rastros.

 

fonte: https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/cienciamambiente/noticia/2019/10/20/conheca-as-tres-teorias-sobre-o-derramamento-de-oleo-no-nordeste-390869.php